segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Para entender o futuro do corpo e da saúde:filosofia e psicanálise




Há duas imagens do corpo na contemporaneidade.
Por um lado,um corpo ideal,que serve como modelo e valor padronizado,oprimindo democraticamente todos nós,sem diferenciação de classe,gênero ou raça,na forma de um imperativo da felicidade,da saúde,da beleza e da juventude.
Seus efeitos!Bulimia,anorexia,botox,fast-food,reality shows,banalização dos psicofármacos,altos índices de ansiedade e depressão,obesidade e doenças degenerativas ditas “de civilizações”.
Por outro lado,há também uma busca pela saúde,beleza e jovialidade não ideais nem a qualquer preço,mas no sentido de uma valorização do corpo em sua potência própria e singular,como um corpo pensante e sensível,na forma de uma aceitação de que somos parte da natureza,de que dependemos do ambiente que nos cerca.
Seus efeitos!Uma maior valorização do condicionamento físico,da alimentação saudável,do cuidado com o planeta,e da ecologia do homem inserido na natureza.
Em que mundo vivemos!Num mundo de aparências,do corpo perfeito,da juventude eterna,da obrigação de estarmos sempre bem,sempre sarados,sempre com tudo em cima,sempre apolíneos!Apolo e Narciso se confrontam ferozmente à longa hegenômia de Sócrates e Platão.Todavia,nosso mundo é também e cada vez mais o de Dionísio artístico.
O que há em comum a essas duas contemporaneidades é o mesmo do epistêmico de valorização do corpo e da natureza,como também da saúde.Em que mundo queremos viver!
Isso depende de uma sintonia,de uma atitude,de uma compreensão e de uma prática.
Optaremos pela falta,isto é,pela busca irrefreada de uma suposta abundância!Ou pela potencialização de que somos e podemos ser,desenvolvendo-nos criativamente!
Neste módulo,filósofos e psicanalistas antenados com a contemporaneidade procurarão questionar que corpo e que saúde queremos.

fonte*Café filosófico CPFL (cpfl cultura) (TV.Cultura)

COISAS D’ALMA*Fernanda Tomaz

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