domingo, 19 de abril de 2015

...infância...


A infância é um tempo repleto de potencialidades...e idealizações.
Quando vivemos situações que colocam nossas certezas infantis em risco - sobretudo quando "percebemos" que nossos pais não são infalíveis - podemos criar,inconscientemente,todo tipo de fantasias:de superioridade,de infalibilidade,de extremismos de bondade,de sermos predestinados a uma vida sem bons recursos,de termos que ser tudo,todos...etc,etc. 
Na vida adulta,um relacionamento pode assumir as características do que em nós,na vida infantil,não foi possível aceitar,elaborar,ultrapassar. 
Podemos nos manter submetidos a diversos tipos de relacionamentos como formas de evitar reeditar as dores da infância. 
Quanto mais buscamos evitar o contato com essas dores,mais elas precisam ser mantidas afastadas de nós, a qualquer preço;e mais precisamos delas como signos de ameaça iminente para nos mantermos "sempre alertas",deixando de explorar a nós mesmos em novas potencialidades... 
É então que mais temos as chances de repeti-las,sem o saber,em nossos relacionamentos da vida adulta, quaisquer que sejam eles. 
As dores que se repetem são as dores que buscamos,angustiada e inconscientemente,evitar.


(Evelin Pestana,Casa Aberta - Página, Psicanálise,Artes,Educação)
Ilustração:autor desconhecido


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