sábado, 28 de março de 2015

A vida cobra consequências


Por Lourival Antonio Cristofoletti

Quando alguém falhar por perto – ou fizer algo que lhe desagrade – e você entender que se mostra inevitável uma intervenção sua,procure dar seu recado de maneira embasada,construtiva,sem precisar,em cada intervenção,fazer um chato e repetitivo sermão,com raiva,uma cronologia rigorosa dos eventos desagradáveis,usando hipérboles que distorcem e ampliam a dimensão do problema.Por isso,quando entender que um feedback se mostra indispensável,que ele seja breve,focado,sem utilizar palavras trágicas e desqualificantes.

Fique longe das ameaças,também,principalmente daquelas que você e todos os outros sabem que nunca serão cumpridas.É desagradável passar a sensação de que o outro que está sendo advertido mostrou-se criança,irresponsável,que não tem jeito nem merece esperanças,de que é um inútil,uma grande decepção. Muitas vezes é o seu foco que pode estar distorcido,em função do seu alto nível de exigência e sua desmedida expectativa em relação a si,ao outro,ao mundo.

Não se leve tanto a sério:veja se você tem essa dimensão que imagina.Muitas vezes pode se mostrar oportuno apenas momentaneamente engolir a sua contrariedade,filtrá-la,dosá-la,mensurá-la,pesá-la, aguardando,pelo menos,uma breve decantação para,então,atenuados os ânimos,decidir qual será a sua melhor atitude e a sua melhor postura no caso.

Cuidado,se o seu impulso de falar pelos cotovelos é irrefreável,com broncas longas e ineficazes:só servem para desgastar e enfraquecer a sua imagem e esfriar ainda mais a relação.Se do jeito que você tem feito não surte resultado algum,já passou do tempo em pensar em outras estratégias de abordagem,condução e tomada de decisão.

Podem se mostrar mais apropriadas algumas palavras escolhidas,ditas num tom assertivo,de forma breve, fora do momento da raiva,acompanhadas do sentimento de que você também se preocupa com o que acontece à pessoa – em vez de apenas colocar seus pesados dedos nas feridas alheias,como se,de camarote,assistisse a todas as mazelas alheias do mundo.

Reza a lenda que cabe sempre ao mais maduro ponderar,manter a calma – principalmente se está com a razão.Se não agir assim poderá estar correndo o risco de passar recibo de que é uma pessoa insensível,ou exagerada,ou centralizadora,ou ansiosa,com os pés distantes da realidade e que perde o senso e a razão quando se irrita.

Esta reflexão pode se constituir – se você o permitir – um alerta e um convite à conscientização de que, muitas coisas que estão em jogo na situação,poderão ter um surpreendente e inusitado positivo impacto, quem sabe determinando um marco divisor em sua existência.

E ai:o que entende que seja possível fazer por si mesmo?Como poderia começar?Então,tá:se baixar um pouco a sua guarda,poderá alinhar os seus ingredientes,ponderar sobre a sua realidade.Irá procurar fazer os reposicionamentos possíveis após suaves reflexões,abrindo espaços,aí sim,para consistentes e reparadores aprendizados.

Está bom por hoje,ou ainda precisa de mais alguns rótulos para o Produto “Você” ficar mais bem acabado, adornado,resolvido,compreendido,aceito,amado?Já parou para pensar que o maior beneficiário da sua evolução de comportamento será você?Lembro-lhe que a vida pode escoar entre destemperadas intervenções:é o que me vem à mente e que posso lhe sugerir e lhe desejar por ora,pois a vida cobra consequências.

(fonte:http://www.contioutra.com/a-vida-cobra-consequencias/)

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