quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sexualidade

Em resposta à carta de uma mãe 
preocupada com a sexualidade de seu filho,
Freud escreve, em 9 de abril de 1935:

                                                Sigmund Freud

Eu apreendo de sua carta que seu filho é um homossexual.

Estou muito impressionado pelo fato de que a senhora não mencionou este termo nas informações que deu sobre ele.

Posso perguntar-lhe por que evitou esta palavra?

Homossexualidade, seguramente, não é uma vantagem, mas, não é nada de que tenhamos que ter vergonha. Não é vício, degradação e não pode ser classificada como uma doença. 

Consideramos a homossexualidade como uma variação da função sexual, produzida por uma certa parada no desenvolvimento sexual. 

Muitos indivíduos altamente respeitáveis, nos tempos antigos e modernos foram homossexuais (Platão, Michelangelo, Leonardo da Vinci, etc.). 

É uma grande injustiça perseguir a homossexualidade como um crime e também uma crueldade. Perguntando-me se posso ajudá-la, a senhora pergunta, suponho, se posso abolir a homossexualidade substituindo-a pela heterossexualidade normal. 

A resposta é: de maneira geral, não podemos prometer isto. 

Em um certo número de casos, somos bem sucedidos, desenvolvendo os germes das tendências heterossexuais que estão presentes em todo homossexual. 

Na maioria dos casos isto não é possível.

O que a Análise pode fazer por seu filho, caminha na linha diferente. 

Se ele é infeliz, neurótico, dilacerado por conflitos, inibido em sua vida social, a análise pode trazer-lhe harmonia, paz de espírito, plena eficiência, quer ele permaneça homossexual ou mude. 


Fraternos Abraços

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