quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

É mesmo preciso mudar?


Desenvolver-se é enfrentar o medo da passagem da dependência para a autonomia, da obediência para a responsabilidade própria, da fusão para o distinguir-se, da simbiose para a individuação.
Essa passagem implica em separação.

E a maneira como reagimos às primeiras separações - com receio ou confiança – poderá indicar o quão competente seremos para lidar com as muitas que virão e o quanto seremos capazes de controlar a vida, a despeito do medo, ou seja, o quanto aprendemos a lidar com o medo.

Quando a parte jovem da personalidade é reprimida, ignorada gera medo.
Através dos sintomas das doenças do medo (transtornos de ansiedade, pânico, fobias) e da depressão, é possível chegar a esses aspectos da personalidade que não receberam a atenção devida.

Até mesmo aquele que foi incentivado, valorizado como o MAIS ISSO ou AQUILO e que, portanto, foi acostumado a elogios e justificativas para os comportamentos menos admiráveis, pode ter nessa crença a base de uma estrutura depressiva e dessas doenças do medo.

Os “fenômenos narcisistas” como mania de grandeza, suscetibilidade elevada, exigência de bastante atenção, também, tem aqui um terreno fértil.

Tanto a estrutura depressiva, como também, as doenças do medo indicam que se da pouquíssima atenção ao próprio ser; que a individualidade é experimentada de forma muito pouco atraente e responsável.
A sensação de que é preciso sacrificar muito da indistinção prazerosa para atingir a individuação, é uma marca desse tipo de educação.

Incentivar o exercício de si mesmo, nas suas competências e características admiráveis; assim como, estimular hábitos que levem à superação das dificuldades de enfrentamento dos medos e dos comportamentos de esquiva são atitudes que favorecem a passagem da imaturidade para a maturidade esperada, dentro do desenvolvimento humano.

(fonte:www.facebook.com/psic.idalina)

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